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Um Círculo de Ligações: Foujita no Brasil, Kaminagai e o Jovem Mori
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2008,
realizado
Clientes e Patrocinadores:
Banco do Brasil S/A /
Usiminas
Área de atuação: M + C
Locais:
Centro Cultural Banco do Brasil - SP (São Paulo, SP).
Tags:
aracy-amaral,
paulo-portela,
centenario-da-imigracao-japonesa,
kaminagai,
jorge-mori,
foujita,
portinari,
ccbb,
rejane-cintrao.
Em comemoração ao primeiro centenário da imigração japonesa no Brasil, o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) inaugurou no dia 11 de março de 2008 a exposição “Um Círculo de Ligações: Foujita no Brasil, Kaminagai e o Jovem Mori”. Com curadoria geral da historiadora Aracy Amaral e de Paulo Portella Filho, a exposição apresentou ao público mais de 140 obras e documentos, incluindo 80 trabalhos dos artistas japoneses Tsuguharu Foujita (1886 – 1968), Tadashi Kaminagai (1899 – 1982) e do nipo-brasileiro Jorge Mori (nascido em 1932) e uma seleção de aproximadamente 50 documentos de época, que revelam como os artistas se conheceram e a relação deles com o Brasil nos 30 e 40.
Um grande trabalho de pesquisa realizado pelos curadores recuperou importantes ligações dos artistas de origem japonesa com o Brasil. É o caso da reprodução do painel realizado por Foujita, que revela a visão do artista sobre a vida rural no Brasil. A obra feita para o Departamento Nacional do Café em Tóquio, nos anos 30, possui parte de seu original no acervo em museu de Hiroshima e o público do CCBB pode ver pela primeira vez a reprodução integral da imagem.
Trabalhos de outros artistas também foram expostos, como duas obras de Candido Portinari, que ilustraram o relacionamento que uniu os artistas no período. Portinari esteve representado por ‘Retrato de Madeleine’ (1931) e ‘Retrato de Foujita’(1932). O modernista brasileiro também foi lembrado em caricaturas feitas por Foujita, que homenageou o amigo em ‘Composition, à Portinari’ (série realizada por Foujita no Rio de Janeiro, em 1932). E de Ismael Nery, foram apresentadas duas aquarelas, sem títulos, uma sobre a abertura da exposição de Foujita, em 1931, e um retrato do artista japonês.
Na seção de documentos, os visitantes puderam conferir fotografias dos artistas no Brasil, jornais da época, caricaturas e manuscritos, com destaque para a carta que Foujita escreveu para Portinari apresentando o amigo Kaminagai. Ainda apresentou-se um conjunto de molduras de autoria de Kaminagai, que fizeram dele um nome célebre entre brasileiros e parisienses.
“Um Círculo de Ligações: Foujita no Brasil, Kaminagai e o Jovem Mori” teve coordenação da Expomus com produção de Paula Amaral e Rejane Cintrão, patrocínio do Banco do Brasil e apoio cultural da Japan Foundation e Aliança Brasil.
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